quarta-feira, 19 de março de 2008

PIRÂMIDES!!!













Depois do Museu Egípcio, fomos levados a uma fábrica de papiros.

Acho que todas as agências egípcias incluem viagens a fábricas de papiros, lojas de artesanato e roupas típicas, de perfumes e alabastro.


Não foi um tempo perdido, pois é interessante ver como se produz o papiro, que era onde a maior parte dos textos da antiguidade era escrito, antes da introdução do papel, vindo da China. O problema é que nessas lojas vinculadas às agências, você acaba não tendo opção e os preços devem ser mais altos ( um dólar vale cerca de 5,5o libras egípcias-LE). Me pareceu que, no mercado, se consegue comprar pela metade do preço, já que nessa loja eles não eram muito de pechinchar. E eles querem empurrar os papiros grandes e com dourados (cor que não era utilizada pelos antigos egípcios).


Felizmente, a parada não durou muito e saímos em direção às pirâmides.


O legal é que, já no caminho, entre os prédios ( o subúrbio de Giza parece um pouco com a periferia do Rio de Janeiro, tipo Manguinhos), já dá para perceber a grandiosidade das Pirâmides.

O parque das Pirâmides é cercado, como se fossem as dunas de Genipabu-AL e o nosso pacote já incluía todas as entradas, em todo o roteiro.

A primeira visão da Pirâmide de Quéops (ou Qufu, na língua egípcia) é de tirar o fôlego. A gente fica meio sem saber o que fazer. Porém, logo me decidi a entrar na Grande Pirâmide (entrada paga à parte - 100 LE). Para minha surpresa, ninguém do grupo ( a agência juntou os brasileiros com um casal de argentinos e um venezuelano) quis entrar na Grande Pirâmide, seja por pão-durismo, seja por medo).


Assim, eu me fui sozinho. A entrada é quase despercebida e fica no lado oposto ao do estacionamento dos veículos, assim andei bastante. A entrada original, em forma de triângulo, não é mais usada há séculos.

Eu desaconselho expressamente que pessoas claustrofóbicas, muito obesas, com dificuldade de locomoção ou, mesmo, muito altas, tentem entrar na Pirâmide. Não há nenhum aviso da quantidade de degraus que serão galgados e não são poucos. A primeira parte, a gente tem que subir curvado, forçando muito os músculos das coxas. Depois de uns 90 degraus (minha estimativa), chega-se a um cubículo em que, finalmente, se pode esticar um pouco a coluna, para depois subir o trecho que se chama "grande galeria". Essa é realmente espetacular, pois é um grande espaço em formato triangular, que vai afinando até o teto. São mais umas dezenas de degraus, até que se chega à câmara mortuária do faraó.

É uma grande emoção chegar ao cômodo em forma de cubo, que deve ter uns 30m² de área, no máximo, com o sarcófago quebrado de pedra no fundo. Não há pinturas e nem muita iluminação, mas as pedras, preservadas do ar e do vento, parecem novinhas. Uma italiana maluca entrou dentro do sarcófago e ficou vários minutos deitada. Infelizmente, fotos também são proibidas dentro da Pirâmide.

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