quinta-feira, 24 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
sábado, 3 de maio de 2008
VALE DOS REIS, DEIR EL -BAHRI, KARNAK E LUXOR
Nem tivemos tempo de descansar pois às 2 da manhã já tinhamos que estar prontos para ir para o Aeroporto com destino a Luxor.
O avião só saía às 5 da manhã, mais como o transito é horrivel, eles fazem vc sair com muita antecedencia.
O vôo foi tranquilo, pela EgyptAir e, assim q chegamos, fomos fazer um passeio ao Vale dos Reis. De manhazinha, ainda está muito frio, como são às madrugadas no deserto, pois é lá que as tumbas ficam. Não tem uma nuvem no céu e o contraste da terra arenosa quase branca e o azul do céu é mesmo lindo.
Todas as entradas durante o pacote estavam incluídas e , nesse caso, davam direito de conhecer 3 tumbas. Escolhemos as de Ramses III e Tutmoses, e não nos arrependemos, pois elas são cobertas de pinturas maravilhosas retratando os ritos da religião egípcia e passagens da vida do morto. As cores ainda estão vivas e você até diria que elas foram pintadas há só umas décadas.
Vimos ainda a de Tutankamon, única paga à parte (80 L.E), mas que vale a pena porque é a única que ainda guarda a múmia do faraó...um corpinho mirrado e enegrecido, equivalente a o de uma criança. Fotos são também proibidas, mas vi vários turistas estrangeiros "molhando" discretamente a mão do guarda, não sei se para entrar sem pagar ou se para tirar fotos...Lamentável!!!
Saindo do Vale dos Reis, fomos em direção a Deir el-Bahri, onde fica o Templo da Rainha Hatsheput, a primeira faraó mulher. Ela escolheu para seu templo um cenário maravilhoso, uma moldura natural de pedra que ressalta as linhas simétricas do templo, que poderia até ser um obra modernista. No interior do templo ficam relevos ilustrando a expedição à Terra de Punt, um lugar misteriosos, de onde os egípcios trouxeram plantas e animais exóticos. Segundo o guia Hisham, o tronco de uma palmeira trazida de lá ainda pode ser visto, apesar de ter quase 4 mil anos.
Fomos deixar as coisas no navio, o MS Ty Yi e nos surpreendemos com o conforto da cabine e o bom aspecto do navio, mas o melhor de tudo foi o almoço à bordo....uma comida deliciosa, com temperos árabes. Antes, enquanto esperávamos, nos serviram uma infusão gelada, chamada de Karkadea, feita com uma espécie de flor ou folha avermelhada. Muito gostoso. No navio, reencontramos o venezuelano Juan, que em poucos minutos de conversa se revelou um cara muito simpático. Na foto acima, um mimo do camareiro do navio.
Depois do almoço...Ufa!!!, saímos para conhecer o Templo de Karnak, o maior templo do Egito, na verdade um complexo de salas, estatuas, obeliscos e lagos artificiais, obras de vários faraós.
Eu vacilei e esqueci na van as pilhas novas da câmara, que, segundo a Lei de Murphy, acabaram logo que eu entrei no Templo. Tive que parlamentar em inglês com o guarda para poder sair e entrar de novo. Mas não achei a van e tive que comprar pilhas novas nas lojinhas que circundam o imenso complexo. Como não poderia deixar de ser, os egípcios tem um faro para detectar situações em que podem dar uma "facada" nos turistas e o cara foi logo pedindo 20 DÓLARES POR UMA EMBALAGEM COM 4 PILHAS ALCALINAS AA. Tive que rebolar para, em poucos minutos, conseguir baixar o preço para 10 dólares, pois não queria me perder da Ana e do guia, além do Juan.
Voltando ao Templo de Karnak, sua maior atração é a grandiosidade geral e a famosa "Sala Hipostila", com 138 colunas gigantescas com capitéis em forma de papiro, que o Sansão barrigudo da foto acima não conseguiu derrubar, eheh.
Deixamos o Templo já ao entardecer e fomos em direção a outro, agora o de Luxor, que fica dentro da cidade de mesmo nome. Luxor é um nome árabe, e a cidade tinha outro nome nos tempos do Antigo Egito. Nessa visita, o bonito foi ver a iluminação noturna realçando os detalhes da construção e curiosidades como a mesquita que foi construída em cima do templo, quando este estava enterrado na areia...com a escavação, a mesquita ficou como que suspensa, com uma porta dando para o ar!
O avião só saía às 5 da manhã, mais como o transito é horrivel, eles fazem vc sair com muita antecedencia.
O vôo foi tranquilo, pela EgyptAir e, assim q chegamos, fomos fazer um passeio ao Vale dos Reis. De manhazinha, ainda está muito frio, como são às madrugadas no deserto, pois é lá que as tumbas ficam. Não tem uma nuvem no céu e o contraste da terra arenosa quase branca e o azul do céu é mesmo lindo.
Todas as entradas durante o pacote estavam incluídas e , nesse caso, davam direito de conhecer 3 tumbas. Escolhemos as de Ramses III e Tutmoses, e não nos arrependemos, pois elas são cobertas de pinturas maravilhosas retratando os ritos da religião egípcia e passagens da vida do morto. As cores ainda estão vivas e você até diria que elas foram pintadas há só umas décadas.
Vimos ainda a de Tutankamon, única paga à parte (80 L.E), mas que vale a pena porque é a única que ainda guarda a múmia do faraó...um corpinho mirrado e enegrecido, equivalente a o de uma criança. Fotos são também proibidas, mas vi vários turistas estrangeiros "molhando" discretamente a mão do guarda, não sei se para entrar sem pagar ou se para tirar fotos...Lamentável!!!
Saindo do Vale dos Reis, fomos em direção a Deir el-Bahri, onde fica o Templo da Rainha Hatsheput, a primeira faraó mulher. Ela escolheu para seu templo um cenário maravilhoso, uma moldura natural de pedra que ressalta as linhas simétricas do templo, que poderia até ser um obra modernista. No interior do templo ficam relevos ilustrando a expedição à Terra de Punt, um lugar misteriosos, de onde os egípcios trouxeram plantas e animais exóticos. Segundo o guia Hisham, o tronco de uma palmeira trazida de lá ainda pode ser visto, apesar de ter quase 4 mil anos.
Fomos deixar as coisas no navio, o MS Ty Yi e nos surpreendemos com o conforto da cabine e o bom aspecto do navio, mas o melhor de tudo foi o almoço à bordo....uma comida deliciosa, com temperos árabes. Antes, enquanto esperávamos, nos serviram uma infusão gelada, chamada de Karkadea, feita com uma espécie de flor ou folha avermelhada. Muito gostoso. No navio, reencontramos o venezuelano Juan, que em poucos minutos de conversa se revelou um cara muito simpático. Na foto acima, um mimo do camareiro do navio.
Depois do almoço...Ufa!!!, saímos para conhecer o Templo de Karnak, o maior templo do Egito, na verdade um complexo de salas, estatuas, obeliscos e lagos artificiais, obras de vários faraós.
Eu vacilei e esqueci na van as pilhas novas da câmara, que, segundo a Lei de Murphy, acabaram logo que eu entrei no Templo. Tive que parlamentar em inglês com o guarda para poder sair e entrar de novo. Mas não achei a van e tive que comprar pilhas novas nas lojinhas que circundam o imenso complexo. Como não poderia deixar de ser, os egípcios tem um faro para detectar situações em que podem dar uma "facada" nos turistas e o cara foi logo pedindo 20 DÓLARES POR UMA EMBALAGEM COM 4 PILHAS ALCALINAS AA. Tive que rebolar para, em poucos minutos, conseguir baixar o preço para 10 dólares, pois não queria me perder da Ana e do guia, além do Juan.
Voltando ao Templo de Karnak, sua maior atração é a grandiosidade geral e a famosa "Sala Hipostila", com 138 colunas gigantescas com capitéis em forma de papiro, que o Sansão barrigudo da foto acima não conseguiu derrubar, eheh.
Deixamos o Templo já ao entardecer e fomos em direção a outro, agora o de Luxor, que fica dentro da cidade de mesmo nome. Luxor é um nome árabe, e a cidade tinha outro nome nos tempos do Antigo Egito. Nessa visita, o bonito foi ver a iluminação noturna realçando os detalhes da construção e curiosidades como a mesquita que foi construída em cima do templo, quando este estava enterrado na areia...com a escavação, a mesquita ficou como que suspensa, com uma porta dando para o ar!
quarta-feira, 19 de março de 2008
PIRÂMIDES E ESFINGE
Depois de sair, fui alvo da investida de um daqueles famosos "cameleiros" que ficam tentando dar uma facada nos turistas. Se você aceitar os convites para tirar fotos, subir nos camelos e pegar os escaravelhos de "regalos", eles pedirão alguma quantia absurda, tipo 10 dólares, que lá é muito dinheiro.
Quando voltei ao ônibus, minha mulher estava ansiosíssima, e por isso, todos brincaram com a gente, principalmente umas senhoras gaúchas muito simpáticas.
Dali, eles nos levaram para um mirante, onde dá para ver as 3 Pirâmides juntas.
Finalmente, fomos em direção à Esfinge de Gizé. Essa, embora também resida no imaginário de todos e até hoje seja envolvida em mistério, pois não se tem certeza quando foi feita e quem ela representa, não é tão grande quanto a gente pensa quando é criança.
PIRÂMIDES!!!


Depois do Museu Egípcio, fomos levados a uma fábrica de papiros.
Acho que todas as agências egípcias incluem viagens a fábricas de papiros, lojas de artesanato e roupas típicas, de perfumes e alabastro.
Não foi um tempo perdido, pois é interessante ver como se produz o papiro, que era onde a maior parte dos textos da antiguidade era escrito, antes da introdução do papel, vindo da China. O problema é que nessas lojas vinculadas às agências, você acaba não tendo opção e os preços devem ser mais altos ( um dólar vale cerca de 5,5o libras egípcias-LE). Me pareceu que, no mercado, se consegue comprar pela metade do preço, já que nessa loja eles não eram muito de pechinchar. E eles querem empurrar os papiros grandes e com dourados (cor que não era utilizada pelos antigos egípcios).
Felizmente, a parada não durou muito e saímos em direção às pirâmides.
O legal é que, já no caminho, entre os prédios ( o subúrbio de Giza parece um pouco com a periferia do Rio de Janeiro, tipo Manguinhos), já dá para perceber a grandiosidade das Pirâmides.
O parque das Pirâmides é cercado, como se fossem as dunas de Genipabu-AL e o nosso pacote já incluía todas as entradas, em todo o roteiro.
A primeira visão da Pirâmide de Quéops (ou Qufu, na língua egípcia) é de tirar o fôlego. A gente fica meio sem saber o que fazer. Porém, logo me decidi a entrar na Grande Pirâmide (entrada paga à parte - 100 LE). Para minha surpresa, ninguém do grupo ( a agência juntou os brasileiros com um casal de argentinos e um venezuelano) quis entrar na Grande Pirâmide, seja por pão-durismo, seja por medo).
Assim, eu me fui sozinho. A entrada é quase despercebida e fica no lado oposto ao do estacionamento dos veículos, assim andei bastante. A entrada original, em forma de triângulo, não é mais usada há séculos.
Eu desaconselho expressamente que pessoas claustrofóbicas, muito obesas, com dificuldade de locomoção ou, mesmo, muito altas, tentem entrar na Pirâmide. Não há nenhum aviso da quantidade de degraus que serão galgados e não são poucos. A primeira parte, a gente tem que subir curvado, forçando muito os músculos das coxas. Depois de uns 90 degraus (minha estimativa), chega-se a um cubículo em que, finalmente, se pode esticar um pouco a coluna, para depois subir o trecho que se chama "grande galeria". Essa é realmente espetacular, pois é um grande espaço em formato triangular, que vai afinando até o teto. São mais umas dezenas de degraus, até que se chega à câmara mortuária do faraó.
É uma grande emoção chegar ao cômodo em forma de cubo, que deve ter uns 30m² de área, no máximo, com o sarcófago quebrado de pedra no fundo. Não há pinturas e nem muita iluminação, mas as pedras, preservadas do ar e do vento, parecem novinhas. Uma italiana maluca entrou dentro do sarcófago e ficou vários minutos deitada. Infelizmente, fotos também são proibidas dentro da Pirâmide.
Chegando ao Cairo
Chegamos ao Cairo à noite, pela Air France, partindo de Paris. A Air France é uma boa opção para quem mora no Rio de Janeiro, pois voa direto Rio-Paris. Poderíamos ter feito só conexão no Charles de Gaulle, mas preferimos ficar uns dias na Cidade-Luz. Foi uma boa opção, pois a duração do vôo Paris-Cairo é de 4:15h, ou seja, sair do Rio, ficar10h no avião, ficar outras tantas horas no aeroporto francês e viajar mais 4 horas até o Cairo deve ser muito cansativo.
O bom de viajar com pacote turístico para o Egito é que o guia espera a gente já dentro da sala de desembarque, antes mesmo de pegarmos a bagagem. Ele pega nossos passaportes e resolve todos os trâmites de imigração e aduaneiros. Sem falar, obviamente, no traslado.
A chegada noturna ao Cairo impressiona, pela largura da avenida e sua excelente iluminação. Além disso, o trânsito flui bem. Depois, como logo descubririamos, a coisa muda, a cidade tem um aspecto "largado" e o trânsito é, na pior das hipóteses, tão congestionado quanto o paulistano, e muito mais caótico.
Uma consequência chata desse trânsito é que passeios e saídas para o aeroporto são marcadas com muita antecedência, de horas mesmo, reduzindo o tempo para conhecer a cidade.
Na verdade, nos arrependemos de ter ficado em Giza, pois isso nos impediu de conhecer verdadeiramente o Cairo.
Dito, isso, vamos à parte boa...
No dia seguinte, acordamos às 06:30 para fazer o passeio ao Museu Egípcio.
O acervo do Museu é impressionante, mas como sala de exposições está meio envelhecido, escuro, precisando de uma revitalizada. Outro complicador são as multidões que se expremem para ver as exibições. Um dia é pouco, e uma manhã menos ainda para ver tudo, mas o nosso guia, Ahmed, mostrou de fato as peças mais importantes, como conferi depois em livros. Obviamente que o ponto alto é a sala dos achados da Tumba de Tutankamon. A beleza das peças é estonteante, arte da melhor qualidade. O clima do Egito ajuda a preservar os achados...tecidos, madeiras e até comida estão em excelente estado.
Infelizmente, é proibido fotografar no interior do museu.
EGITO MAGNÍFICO
Esse blog tem como objetivo compartilhar com quaisquer interessados a minha viagem ao Egito, sonho de infância, o que possivelmente servirá para esclarecer eventuais dúvidas daqueles que também tenham o desejo de conhecer a Terra dos Faraós (que é muito mais do que isso...)
Tendo mais de 30 anos, não faço o estilo mochileiro, e, no caso do Egito, não recomendo mesmo que se tente fazer a viagem por conta própria. Tudo é muito diferente e, já no aeroporto, o assédio visando levar o turista para alguma arapuca é comum.
Nós escolhemos fechar um pacote aqui no Brasil, denominado de "EGITO MAGNÍFICO", com a operadora AIT, incluindo parte aérea, terrestre e cruzeiro pelo Nilo, no total de 8 dias, fechado com um mês de antecedência. Infelizmente, antes da viagem recebemos a informação de que o hotel e o navio previstos, Sofitel Le Sphynx e MS Nile Ruby, haviam sido mudados.
Desconfiado, corri para a internet e constatei que ambos eram inferiores aos oferecidos nos anúncios. Depois de algum stress, consegui que eles reservassem um hotel em Giza, próximo às pirâmides, onde íriamos ficar e um navio similar ao originalmente previsto.
A explicação dada pela Operadora foi que a sua congênere no Egito havia dito que o hotel e navio estavam lotados, mas que os novos eram similares.
Bem, lá chegando, constatei que o hotel Intercontinental Pyramids Park embora tenha uma bela estrutura, quase um resort (fotos acima), não fica tão bem localizado quanto o Sofitel Le Sphynx, que tem vista para as Pirâmides, pois na verdade, embora fiquem na mesma estrada, o Pyramids Park fica próximo à descida do viaduto, local barulhento, e não tem vista para nada além disso.
Apesar desse contratempo, a viagem foi mesmo magnífica. Por isso, resolvi dar o nome do pacote ao meu blog.
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