sábado, 3 de maio de 2008

VALE DOS REIS, DEIR EL -BAHRI, KARNAK E LUXOR

Templo de Karnak - Sala Hipostila
Templo de Karnak - Sala Hipostila
Templo de Luxor
Templo de Luxor

Deir El-Bahri - Templo de Hatsheput
Deir El-Bahri - Templo de Hatsheput
Templo de Karnak
Templo de Karnak - Sala Hipostila
Vale dos Reis


Tumba de Tutankamon - fila para entrar



Nem tivemos tempo de descansar pois às 2 da manhã já tinhamos que estar prontos para ir para o Aeroporto com destino a Luxor.

O avião só saía às 5 da manhã, mais como o transito é horrivel, eles fazem vc sair com muita antecedencia.

O vôo foi tranquilo, pela EgyptAir e, assim q chegamos, fomos fazer um passeio ao Vale dos Reis. De manhazinha, ainda está muito frio, como são às madrugadas no deserto, pois é lá que as tumbas ficam. Não tem uma nuvem no céu e o contraste da terra arenosa quase branca e o azul do céu é mesmo lindo.

Todas as entradas durante o pacote estavam incluídas e , nesse caso, davam direito de conhecer 3 tumbas. Escolhemos as de Ramses III e Tutmoses, e não nos arrependemos, pois elas são cobertas de pinturas maravilhosas retratando os ritos da religião egípcia e passagens da vida do morto. As cores ainda estão vivas e você até diria que elas foram pintadas há só umas décadas.

Vimos ainda a de Tutankamon, única paga à parte (80 L.E), mas que vale a pena porque é a única que ainda guarda a múmia do faraó...um corpinho mirrado e enegrecido, equivalente a o de uma criança. Fotos são também proibidas, mas vi vários turistas estrangeiros "molhando" discretamente a mão do guarda, não sei se para entrar sem pagar ou se para tirar fotos...Lamentável!!!

Saindo do Vale dos Reis, fomos em direção a Deir el-Bahri, onde fica o Templo da Rainha Hatsheput, a primeira faraó mulher. Ela escolheu para seu templo um cenário maravilhoso, uma moldura natural de pedra que ressalta as linhas simétricas do templo, que poderia até ser um obra modernista. No interior do templo ficam relevos ilustrando a expedição à Terra de Punt, um lugar misteriosos, de onde os egípcios trouxeram plantas e animais exóticos. Segundo o guia Hisham, o tronco de uma palmeira trazida de lá ainda pode ser visto, apesar de ter quase 4 mil anos.

Fomos deixar as coisas no navio, o MS Ty Yi e nos surpreendemos com o conforto da cabine e o bom aspecto do navio, mas o melhor de tudo foi o almoço à bordo....uma comida deliciosa, com temperos árabes. Antes, enquanto esperávamos, nos serviram uma infusão gelada, chamada de Karkadea, feita com uma espécie de flor ou folha avermelhada. Muito gostoso. No navio, reencontramos o venezuelano Juan, que em poucos minutos de conversa se revelou um cara muito simpático. Na foto acima, um mimo do camareiro do navio.

Depois do almoço...Ufa!!!, saímos para conhecer o Templo de Karnak, o maior templo do Egito, na verdade um complexo de salas, estatuas, obeliscos e lagos artificiais, obras de vários faraós.

Eu vacilei e esqueci na van as pilhas novas da câmara, que, segundo a Lei de Murphy, acabaram logo que eu entrei no Templo. Tive que parlamentar em inglês com o guarda para poder sair e entrar de novo. Mas não achei a van e tive que comprar pilhas novas nas lojinhas que circundam o imenso complexo. Como não poderia deixar de ser, os egípcios tem um faro para detectar situações em que podem dar uma "facada" nos turistas e o cara foi logo pedindo 20 DÓLARES POR UMA EMBALAGEM COM 4 PILHAS ALCALINAS AA. Tive que rebolar para, em poucos minutos, conseguir baixar o preço para 10 dólares, pois não queria me perder da Ana e do guia, além do Juan.

Voltando ao Templo de Karnak, sua maior atração é a grandiosidade geral e a famosa "Sala Hipostila", com 138 colunas gigantescas com capitéis em forma de papiro, que o Sansão barrigudo da foto acima não conseguiu derrubar, eheh.

Deixamos o Templo já ao entardecer e fomos em direção a outro, agora o de Luxor, que fica dentro da cidade de mesmo nome. Luxor é um nome árabe, e a cidade tinha outro nome nos tempos do Antigo Egito. Nessa visita, o bonito foi ver a iluminação noturna realçando os detalhes da construção e curiosidades como a mesquita que foi construída em cima do templo, quando este estava enterrado na areia...com a escavação, a mesquita ficou como que suspensa, com uma porta dando para o ar!