Chegamos ao Cairo à noite, pela Air France, partindo de Paris. A Air France é uma boa opção para quem mora no Rio de Janeiro, pois voa direto Rio-Paris. Poderíamos ter feito só conexão no Charles de Gaulle, mas preferimos ficar uns dias na Cidade-Luz. Foi uma boa opção, pois a duração do vôo Paris-Cairo é de 4:15h, ou seja, sair do Rio, ficar10h no avião, ficar outras tantas horas no aeroporto francês e viajar mais 4 horas até o Cairo deve ser muito cansativo.
O bom de viajar com pacote turístico para o Egito é que o guia espera a gente já dentro da sala de desembarque, antes mesmo de pegarmos a bagagem. Ele pega nossos passaportes e resolve todos os trâmites de imigração e aduaneiros. Sem falar, obviamente, no traslado.
A chegada noturna ao Cairo impressiona, pela largura da avenida e sua excelente iluminação. Além disso, o trânsito flui bem. Depois, como logo descubririamos, a coisa muda, a cidade tem um aspecto "largado" e o trânsito é, na pior das hipóteses, tão congestionado quanto o paulistano, e muito mais caótico.
Uma consequência chata desse trânsito é que passeios e saídas para o aeroporto são marcadas com muita antecedência, de horas mesmo, reduzindo o tempo para conhecer a cidade.
Na verdade, nos arrependemos de ter ficado em Giza, pois isso nos impediu de conhecer verdadeiramente o Cairo.
Dito, isso, vamos à parte boa...
No dia seguinte, acordamos às 06:30 para fazer o passeio ao Museu Egípcio.
O acervo do Museu é impressionante, mas como sala de exposições está meio envelhecido, escuro, precisando de uma revitalizada. Outro complicador são as multidões que se expremem para ver as exibições. Um dia é pouco, e uma manhã menos ainda para ver tudo, mas o nosso guia, Ahmed, mostrou de fato as peças mais importantes, como conferi depois em livros. Obviamente que o ponto alto é a sala dos achados da Tumba de Tutankamon. A beleza das peças é estonteante, arte da melhor qualidade. O clima do Egito ajuda a preservar os achados...tecidos, madeiras e até comida estão em excelente estado.
Infelizmente, é proibido fotografar no interior do museu.
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